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Aspectos Espirituais do Aborto

Os debates em torno de nossos direitos e do que podemos fazer, ou não podemos fazer, com nosso corpo, eclodem do dito mundo civilizado. São tatuagens, piercings, algumas mutilações físicas e operações plásticas bizarras. Dentre estes "pseudo direitos" está o aborto. Sim, nada a opor "cada um faz o que quiser de si e seu corpo", arcando, obviamente, com todas as consequências da lei do livre arbítrio.

No ímpeto de ser livre, o homem ignora quase sempre os preceitos da natureza e, ao invés da liberdade, acaba ganhando a prisão espiritual, sendo vitima fácil de sua inconsciência, envolvendo-se cada vez mais em sua própria roda kármica.

O aborto vem ganhando força nos atuais tempos. É comum ouvir-se que a mulher é dona do seu corpo e dele faz o que quiser; como que ela nem mesmo sabe como adquiriu. Bem, e quanto à criança? Em alguns países que se orgulham em serem adiantados, este ato é permitido, porém, quem é o homem para legislar sobre algo em que ele tem uma mera e superficial visão do assunto?

O ser humano em sua sede de impor sua vontade cria cada vez mais dificuldades para si. Quem de nós tem o direito de impedir um ego de se expressar, de vir ao mundo seguindo seu caminho? Se em determinadas circunstâncias da moralidade material é ilegal, o que se dizer dos aspectos espirituais, em que se comete um crime, o crime de se interromper uma vida e sua evolução natural indo de encontro aos objetivos do universo?

É bem verdade que no útero, fora algumas exceções, o ego não se internalizou no corpo que se forma, mas o ser tem o seu momento certo de nascer e viver a vida com as ferramentas que se mostrarão no seu primeiro respirar. Este anseia pela sua oportunidade de viver e colher o fruto plantado em outras vidas, sendo este um direito divino daquele que se encontra na cadeia evolutiva e impedi-lo é um crime espiritual. Não importa a forma como se adquiriu a gravidez, seja fruto de uma violência, de um deslize, ou um descuido que gere arrependimentos, pois nada é por acaso. No aborto comete-se um ato monstruoso contra as leis cósmicas e a evolução do ser.

O homem colhe aquilo que planta e os "infortúnios" são exatamente o retorno da colheita de não adubarmos a terra corretamente. Não crescemos sucumbindo aos vícios e paixões mundanas, gerando influências espirituais que desconhecemos. Busquemos nos melhorar, segundo as leis de DEUS e veremos que nossos filhos serão queridos desde antes de chegar a este plano. Poderemos mostrar a eles um caminho diferente da ilusão terrena, sem egoísmos, discórdias e disputas, deixando para eles um legado de amor, plantando a semente de um amanhã melhor.

Leonardo Gomes Pereira

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