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A tábua de esmeralda: um legado do Egito antigo - Parte 1

 

Por que exerce a civilização do antigo Egito tão grande fascínio sobre a imaginação dos homens? Por que será que, em contato com os seus mistérios, a alma se queda saudosa a suspirar por um passado longínquo de encanto e magia?

A resposta a estas perguntas se encerra numa palavra: Atlântida. Tudo quanto se refere a esse passado do espírito humano será sempre carregado de poder e de encantamento. Como exemplos, podem-se evocar in memoriam as manifestações culturais do povo celta com seus sacerdotes druidas e, por extensão, a tradição da lenda do Rei Artur, As Brumas de Avalon, a lenda do Graal e, sobretudo, sua culminação na saga dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão, sem esquecer as lendárias civilizações das Américas – os Incas, Maias, Astecas, etc.

Na marcha ascensional da evolução do Cosmos, à medida que o Logos Solar ativa em si os diversos centros de força no astral cósmico, são ativados também, por ressonância, os chacras correspondentes na humanidade de cada planeta, e em cada ser humano individualmente. Na massa humana, essa ativação é percebida como extensos períodos culturais durante os quais se consolida o desenvolvimento de um dos sete princípios do homem associado ao chacra em questão.

Para compreender o eterno fascínio da Atlântida, devem-se recordar alguns conhecimentos prévios:

  1. Na Atlântida, sendo a quarta raça-raiz, desenvolveu-se o princípio correspondente ao quarto chacra – o Kâma, e o aprimoramento do órgão que representa materialmente aquele atributo anímico, o coração físico e o sangue. Decorre daí que tudo quanto obsta a harmonia do Kâma resultará numa anomalia qualquer na fisiologia do coração: com o excesso tendendo à taquicardia; e a falta, à bradicardia.
  2. Os sete corpos do homem estão assim distribuídos: Atma, Buddhi, Manas (Trindade superior reencarnante - o Ego, ou a individualidade); Kâma, Prana, Linga sharira e o Sthula sharira (o quaternário inferior transitório – o corpo, ou aper soma ). Na nossa linguagem, o Kâma significa o prazer, o gozo: é o Eros dos gregos, o Kâma dos hindus (daí o kama-sutra), o liberem latim (raiz da palavra liberdade), a luz astral do Mestre Eliphas Levi, o telesma do Aleister Crowley, o mediador plástico dos hermetistas, o perispírito do espiritismo, a libido da teoria freudiana, dentre tantos outros nomes. Quando um indivíduo tem licença para agir à vontade, dizemos que o mesmo age ad libitum ,i.e., que pode dar rédeas soltas aos seus instintos passionais, à sua libido. E era essa a máxima moral na antiga Atlântida: elevar ao paroxismo a excitação da libido. E como é do conhecimento dos ocultistas, a libido não é dom exclusivo do gênero humano, mas propriedade geral de toda a natureza, estando presente também no átomo como a força nuclear que mantém acasalados o próton e o nêutron. Portanto, a excitação desenfreada dessa velha serpente do Éden em praticamente toda a Atlântida provocou, pela Lei das Vibrações Simpáticas, o rompimento dos núcleos atômicos e a consequente liberação da força nuclear, o que acabou por destruir aquela magnífica civilização por meio de cataclismos e dilúvios.
  3. A civilização egípcia floresceu num antigo sítio onde, em tempo remotíssimo, floresceu também a sub-raça tolteca – o esplendor da raça atlante, quando ainda se encontrava sob a direção dos seguidores da Boa Lei. Não obstante o abuso que dele se faça, permanece o fato de que, para o espíritoencarnado, uma coisa – e uma coisa somente – ocupa uma posição absoluta: o prazer. O prazer é a mola mestra da vida neste e em outros mundos. É o elo entre o Ego e seus veículos, ou o fio de prata de que fala a Bíblia. Rompido este fio, sobrevém a morte lenta ou abruptamente, segundo o grau de violência com que se deu o rompimento. Assim, onde se achar o objeto de prazer de um homem, lá estarão o coração e a vida dele também. A morte, que na verdade é a desintegração do quaternário inferior, é o desfecho de uma sucessão de impulsos volitivos frustrados ao longo da vida, tanto faz que seja a primeira ou a segunda morte.

(Continua no próximo post)

Onyong Etoh Onyong

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