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Nascer sob uma boa estrela

Ouvimos das pessoas que passam por dificuldades as seguintes lamentações:

“Sofro porque é meu destino, nasci sob uma estrela ruim. O que posso fazer? Deus quis assim.”

Isto não é verdade. A Divindade não deseja nosso sofrimento. Possuímos o livre arbítrio e colhemos aquilo que plantamos em nosso passado desde outras vidas. O homem veio a este mundo para evoluir.

Tomando por base a astrologia, conhecemos que ao nascer, em um determinado momento, o mapa do céu mostra toda a nossa história pregressa, quem somos, nossas necessidades evolutivas, e dívidas a serem resgatadas. Não há destino imposto, e sim uma missão a ser cumprida de acordo com as leis cósmicas que impulsionam o homem no reto caminho.

Ao transubstanciarmos (morrermos) em uma encarnação passamos por um processo de depuração, vemos toda a nossa vida. Vemos passar cada ato cometido e seus efeitos sobre nosso semelhante, sentimos tudo que este sentiu. Nesse momento, sem a couraça material, sofremos intensamente. Tudo isto ficará gravado em nosso átomo semente, sendo nosso freio, nossa consciência numa próxima jornada. Não nos absolverá da lei da ação e reação, mas nos ajudará a não repetirmos nossos erros. Após um longo período, quando estivermos prontos para um novo trabalho, com as configurações dos astros corretas, renascemos num lar adequado, num local propício à nossa evolução.

O ser é preparado para evoluir da sua morte até o seu renascimento, cabendo a ele, nesse momento, com as ferramentas que requisitou da vida, buscar o seu aperfeiçoamento. Ninguém recebe nada que não mereça. É nosso dever melhorar, dominar nossos vícios e paixões, viver conscientemente, plenos em nós mesmos, não nos subjugando ao mundo, mas fazendo um mundo melhor para nós e nossos semelhantes, pois assim estaremos mais próximos de Deus.

Para aqueles que se lamentam fica aqui a seguinte interrogação:

Se fosse revelada aos nossos olhos, nossa imagem, e víssemos o filme de nossas vidas, como nos veríamos? Mocinhos, vilões ou personagens secundários diante da vida?

Leonardo Gomes Pereira

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