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Mais um ano da Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil!

 

Esta instituição de culto e cultura, filantrópica, fraternal e universal, que segue as disciplinas Templárias, está completando 88 anos, na missão de elevar o nível de consciência da humanidade. Sob a orientação do “Rito Coroado”, é formada por corpo extenso de ensinos esotéricos.

Fraternidade Rosa-Cruz do Brasilfoi aberta ao público em geral, no dia 27 de outubro de 1930, no Rio de Janeiro, pelo seu 3º Venerável Grão-Mestre, o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira (1902-1944). Antes, funcionava secretamente, sob a orientação do 1º Grão-MestreMúcio Teixeira ou Barão Ergonte (1857-1926), agregada à Ordem Maçônica; e do 2º Grão-Mestre e Hierofante Rosa-CruzDr. Magnus Söndahl (1865-1921), fundador da Maçonaria Católica Brasileira.

A história desta augusta escola espiritualista e iniciática se confunde com a trajetória do seu instituidor. O Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira nasceu em Belém do Pará, em 29 de outubro de 1902, foi estudar na Inglaterra e da Europa foi até a Índia, onde recebeu a Sagrada Iniciação. No período em que viveu no exterior, recebeu as iluminações necessárias e determinantes para a missão que viria empreender no solo banhado pelas energias do Cruzeiro do Sul. Em 1922, assim que retornou ao Brasil, imediatamente publicou o livro “Os Mistérios da Alma”.

Em 1926, este Mestre Rosa-Cruz passou a ser o instrutor secreto da Ordem Mística do Pensamento, que funcionava na Rua do Mercado, 14, 2º andar, Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. Nesta época, como jornalista, pôde ser observada sua presença muito marcante nos jornais e revistas, redigindo e publicando ensaios espiritualistas, horóscopos, e mapas astrais. Foi redator-chefe da revista “A Mente”.

Em 1927, com apenas 25 anos, o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira fundou o Instituto Teosófico Rosa-Cruz, que funcionou, primeiramente, na Rua do Riachuelo, 95, transferindo-se, posteriormente, para a Rua São Carlos, 125, no Estácio. Na época, também discursava em pé, sobre um banquinho, em praças públicas, divulgando a doutrina Rosa-Cruz.

Em 1928, coincidindo com a primeira visita do então Delegado Internacional da Sociedade Teosófica ao Brasil, Curuppumullage Jinarajadasa (1875-1953), o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira se desligou da Ordem Mística do Pensamento e muda o Instituto Teosófico Rosa-Cruz para Sociedade Teosófica Rosa-Cruz. (Jinarajadasa ainda voltou ao Brasil em 1934 e em 1938, e, posteriormente, na década de 40 assumiu a Presidência da Sociedade Teosófica.)

De 1928 a 1930, o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira realizou várias palestras e publicou artigos sobre assuntos espirituais nos jornais “A Gazeta de Notícias”, “Jornal do Comércio”, “Diário da Noite”, “Jornal do Brasil” e “O Jornal”. Uma fase bem atuante deste Mestre Rosa-Cruz que sempre trabalhou pela valorização do ser humano, visando ajudá-lo na elevação do nível de consciência, tornando-o capacitado a realizar uma grandiosa transformação interior.

No início de 1930, o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira dissolveu a Sociedade Teosófica Rosa-Cruz, e, em 27 de outubro do mesmo ano, abriu as portas da Fraternidade Rosa-Cruz do Brasilpara todos os neófitos interessados em trabalhar na construção do “Templo Espiritual da Humanidade”.

Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil, no início, realizou cultos em vários endereços, mas acabou por fixar a Matriz Nacional num prédio alugado na Rua Barão de Itapagipe, 68, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro. A primeira reunião da Congregação no atual prédio próprio (Templo de São João), localizado na Rua Afonso Pena, 75, bairro da Tijuca, também Zona Norte do Rio de Janeiro, foi realizada em 10 de junho de 1951, com uma frequência superior a 200 irmãos, sob a direção de Panfili Guerino.

Em 4 de junho de 1931, foi aberto na rua Visconde de Uruguai, 297, na cidade de Niterói, o Capítulo de São Luiz (um segundo prédio da nova Ordem), sendo transferido, posteriormente, para a capital federal, em 1942, instalando-se na rua Comandante Coimbra, 35, em Olaria (Zona Norte da cidade). No ano de 1943, foi transferido para o prédio alugado na rua Angélica Mota, 156, no mesmo bairro. Em 1953, foi instalado em definitivo num prédio próprio da mesma rua (nº 166), onde está até hoje. Em suas dependências já funcionaram outros departamentos da Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil, como, por exemplo, a Juventude Templária.

Em 1932, o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira lançou o jornal “O Cartel”, primeiro órgão oficial de divulgação da nova instituição. Durou alguns anos. O “Jornal do Templo” foi fundado em fevereiro de 1946, sendo publicado até setembro de 2005, quando passou a ser chamado “O Templário”, que é editado até hoje.

Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil manteve reuniões às sextas-feiras, às 20 horas, nas luzernas Giordano Bruno e Sclemock, unidades estas que passaram por vários endereços.

Em 28 de janeiro de 1944, o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira passou para outros planos, sendo sepultado no Cemitério São João Batista (jazigo nº 6.963).

Foram dirigentes desta Ordem iniciática os seguintes irmãos: o Professor Júlio Guajará Rodrigues Ferreira (1930-1944)José de Amorim (1944-1947)Panfili Guerino (1947-1953)Magliano Muniz da Matta (1953-1973)Waldemar José Pacheco (1973-1988)Lício Pinheiro (1988-2016). Atualmente, a Ordem é dirigida por Silvio Rodrigues (Início em março de 2015).

Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil mantém funcionando o Sítio Arco Íris, no município de Itatiaia, na divisa dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, localidade chamada pelo instituidor “A Montanha Sagrada”.

Atualmente, os cultos públicos da Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil acontecem às terças-feiras, às 20 horas, no Templo de São João, na rua Afonso Pena, 75, Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, telefone (21) 2569-7625; e no Capítulo de São Luiz, às quartas-feiras, às 20 horas, e aos domingo, às 10 horas, na Rua Angélica Mota, 166, Olaria, Zona Norte do Rio de Janeiro, telefone (21) 2564-7121.

 

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