• frcb@rosacruzdobrasil.org.br

A Razão Esclarecida

Este post é uma reprodução de um artigo do Prof. Júlio Guajará Rodrigues Ferreira, publicado na “Revista Templária”, de dezembro de 1981 (nº 04), que era editada pelo Serviço Espiritual de Propaganda, da Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil. O texto é da primeira metade do século passado, pois, este Mestre, instituidor desta Ordem iniciática, passou para outros planos em 28 de janeiro de 1944. No entanto, é importante destacar como se encaixa perfeitamente no momento atual da humanidade.

Meus caros irmãos, que a paz e a saúde frutifiquem em vossos lares. Dominando os planos incomensuráveis da evolução, ergue-se acima dos mundos e dos sóis, altivo e soberano, o olho julgador de JEHOVAH, num arcano insondável, bendito e infinito. É a lei justa e perfeita derramada por sobre o Universo, o clarão do amor que jamais deixará de iluminar os espíritos iniciados à virtude do renascimento.

Nesta mensagem, bosquejarei o quadro doloroso e pungente da atual quadra por que passa a humanidade, nestes dias que correm cheios de aflição e desespero. É um ciclo de opressões e de revoltas que lembra JESUS DE NAZARETH nas seguintes Iluminações: “Olhai e não vos assusteis, porque isto será apenas o princípio das dores!”

Por que? Por que razão hão de vir tremendas fases por sobre o homem? A razão é explicada por um retrospecto na História Universal das Religiões. O homem moderno é um produto mesológico (ecológico) depurado por séculos e séculos no erro, na superstição e na mentira. Em vez da regeneração das Luzes internas para iluminar o seu próprio ego, o homem exteriorizava o espírito, aniquilava sua divindade, apagava sua luz e fazia do seu ego um Taá (inferno), até sua própria extinção nas trevas exteriores, nas terríveis grandes trevas, no Taá soberano, conforme o Verbo do maior dos profetas, que foi o Rabi de Nazareth, o doce hierofante JESUS!

O lago do esquecimento, a formidável masmorra feita de trevas impalpáveis, nada mais é que o próprio tremendo remorso, a reunião da massa negra da própria noite subjetiva, unicamente resultado do homem que apagou, pelo seu orgulho, a CHAMA DIVINA com a qual deve renascer!

O Taá, ou Lago Universal das Trevas Exteriores e Impalpáveis, onde não cai uma lágrima sequer, não é de DEUS, mas sim do próprio homem que o escolheu, que o criou e que o alimenta desde a própria vida terrena há milhões de anos, na fase dos mundos habitados.

Mas, por que Trevas Impalpáveis e Plásmicas? Porque o homem em espírito deve regenerar sua luz e só poderá fazê-lo num silêncio absoluto para o domínio das novas reflexões! Há o sofrimento nesse vazio. Esse espírito atirado da fosca luz material, aos planos imóveis de trevas absolutas do terrível lago, procurará no pranto um alívio, mas, oh! Quer surpresa, ele não terá lágrimas, porque as lágrimas representam amor e seiva de harmonia e quem nunca procurou o bem jamais gozará o favor das lágrimas!

Meditem sobre isso!

Imagem: Amphitheatrum Sapientiae Aeternae - Heinrich khunrath - Alemanha, 1595

Comentários ()