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Jesus de Nazareth

O Divino Mestre Jesus de Nazareth é a figura central do cristianismo. A principal fonte sobre o maior iniciado neste plano terrestre são os quatro Evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João). Existem, no entanto, outras fontes, como os Evangelhos apócrifos.

O Evangelho Esotérico de São João

Os três primeiros Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), chamados sinóticos (contém uma grande quantidade de narrativas em comum, na mesma sequência), contêm narrativas da vida do Divino Mestre Jesus de Nazareth. Já o Evangelho de João (o 4º do Novo Testamento), escrito em grego, liga-se à tradição helênica (conjunto da civilização grega, que sofreu modificações determinadas pelas influências orientais) constitui o documento mais importante do cristianismo. É considerado como o evangelho dos iniciados, daqueles que procuram o conhecimento, e dos místicos sedentos de amor. Acredita-se que Dante Alighieri (escritor e poeta italiano) e Leonardo da Vinci (Mestre Rosa-Cruz) foram “joanitas”.

Esse texto repercutiu por todo o mundo rapidamente e encontramos sua influência até no Extremo Oriente. Foi o primeiro texto da Bíblia traduzido para o esquimó e o que anuncia a Era de Aquarius. O “joanismo” surgiu como o continuador da tradição do primitivo cristianismo.

Segundo pesquisadores, João (Ioan, Ioannes) teria recebido ensinamentos do Divino Mestre Jesus de Nazareth que outros discípulos não receberam. “Representa na hierarquia dos poderes espirituais, o chefe dos Iniciados na gnose cristã”, segundo Jacques D’Ares, redator-chefe da revista Atlantis. Um texto que tem relação com os ensinamentos de Pitágoras e com os druidas (pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta). Estabelece a existência da energia vital.

Segundo Édouard Reuus (professor e teólogo francês) no “Evangelho de João não há parábolas, como nos textos sinóticos, mas alegorias, endereçadas a inteligências madurecidas, a almas que já aprenderam a viver a vida interior”.

Os 18 primeiros versículos do texto são considerados “O Prólogo” e deram lugar ao maior número de comentários. “No princípio era o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS” (João 1.1).

Este evangelho mostra que o Divino Mestre Jesus de Nazareth, entre muitas iluminações, vem ao mundo para trazer aos homens um mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros” (João 13.34).

(Essas Informações foram compiladas do Livro “O Evangelho Esotérico de São João”, de Paul Le Cour, Editora Pensamento, 1980, publicadas no jornal “O Templário”, em fevereiro de 2012.)