• frcb@rosacruzdobrasil.org.br

Magnus Söndhal

Nasceu na Islândia, em Sunundalaur, a 16 de setembro de 1865, filho de Arni Sigfusson Söndahl e Gúdrun Magnusdottir. Logo depois foi viver em Akureyre, uma cidade muito próspera. Gúndrun era neta do Dr. August Jonsson, o primeiro médico homeopata e fisiopata na Islândia, com quem aprendera a ministrar homeopatia. Segundo o próprio Magnus Söndahl, a mãe tinha muita tristeza em ver tanto sofrimento humano causado pela rivalidade e discórdia, mas pressentia, no íntimo, a alegria de um dia ver a humanidade comemorando a “UNIÃO UNIVERSAL”. O filho guardou a lembrança e o objetivo de concretizar a visão de sua mãe. A sua vida inteira foi dedicada em prol dos grandes ideais humanos e o problema fundamental: a extinção do pauperismo mental e material.

Imigrou para o Brasil em 1873, aos sete anos de idade, com os pais, uma irmã e mais 11 famílias, de acordo com um plano do imperador D. Pedro II: “Imigração de Povos Cultos e Técnicos”, a fim de dar desenvolvimento ao Brasil. Arni Sigfusson Söndahl foi instalado na localidade Tietê, em São José dos Pinhais, região primitiva do Paraná. Desenvolveu a agricultura, o plantio de batata inglesa, arroz, etc. Instalou uma olaria, instruindo seus seguidores locais e outros que desenvolveram a técnica em Curitiba.

Com o preparo intelectual básico recebido no lar, como acontecia na Islândia, Magnus, aos 14 anos, foi enviado para a capital, Rio de Janeiro, mais tarde para São Paulo e Minas Gerais, tendo frequentado a Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro e a Escola de Minas, em Ouro Preto. Aprendeu a tocar cítara e canto (era tenor) e se formou em engenheiro civil. Foi naturalizado brasileiro no ano de 1888 pelo governo de Minas Gerais; admirava e estudava a flora e a fauna brasileiras.

Desenvolveu um estudo e concluiu que havia uma necessidade de mudar a capital da República para o planalto de Goiás. Falava 13 línguas e criou um idioma para tornar-se internacional: o “Esko” ou “Altaiko”, mas, em 1904, considerou o “Esperanto” como uma língua muito prática e passou a ser grande propagandista desta. Foi delegado da “Universala Esperanto Asocio” em 1912. Criou uma criptografia. Adotou o pseudônimo “Sun”, significando “Sol no poente” pelo “Altaiko”. Era grande conhecedor do hipnotismo e realizava o “transporte hipnótico” com perfeição e sucesso.

Em 1886/1887 descobriu a “Singenese”, propriedade fundamental e autocriadora da matéria, a lei única absoluta do Kosmos. Criou a “Ortologia”. Amava o Universo e criou o ensino ortológico, baseado na reta-razão: ter amor a tudo que foi criado e respeito aos poderes naturais a fim de elevar a educação e a cultura de uma humanidade feliz e pacífica.

Magnus afirmava que sua permanência na Terra era limitada e então apelava pela colaboração efetiva. Criou a “Universidade Ortológica Internacional” de ensino presencial ou por correspondência. Criou no Rio de Janeiro um instituto com notáveis mentalistas: Miguel Lemos (1854-1910), Teixeira Mendes (1855-1927) e Múcio Teixeira (1857-1926), que, mais tarde, criou a Ordem Maçônica “Sol do Oriente”. Magnus, em 1890, criou a Maçonaria Católica.

O instituto passou a chamar-se “Templo de São João” e adotou as disciplinas templárias. Teve várias fases de progresso filosófico, recebendo diversos nomes. Sua sede atual está localizada na Rua Afonso Pena, nº 75, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, com o nome “Fraternidade Rosa-Cruz do Brasil”, denominação definida graças à perseverança de outro Mestre Rosa-Cruz (Professor Julio Guajará Rodrigues Ferreira).

Previu o desdobramento do átomo como poder destruidor, como arma. O primeiro conflito mundial foi acompanhado com tristeza pelo Mestre. Previu a Segunda Guerra Mundial. Foi pioneiro entusiasta do cooperativismo, como mostrou na “Organização dos Archontados” (Centros Industriais, Agrícolas e Financeiros).

Pretendia concretizar a “Enciclopédia Ortológica”, com 200 volumes, sendo o primeiro volume “A Cartilha” (Ensino Racional da Leitura em 4 Lições Sistemáticas) e o 200º “Da Magia Natural”, já publicados e registrados na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Deixou uma variada produção em opúsculos. Acompanhou a concretização do Instituto Neopitagórico do amigo Prof. Dr. Dario Vellozo, e a fundação da Universidade Federal do Paraná, pelo espírito prático e objetivo do Dr. Victor Ferreira do Amaral e pelo grandioso homeopata, Dr. Nilo Cairo. Foram numerosos e de alto gabarito seus amigos e adeptos.

Trabalhou como engenheiro da Carta Cadastral do Rio de Janeiro; do Mapa Mural do Brasil; da Estrada de Ferro Timbó, no Rio de Janeiro e de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Foi professor na Academia do Comércio, em Juiz de Fora; no Ginásio Paranaense e na Escola Normal de Curitiba, no Paraná; e atuou como inspetor agrícola do Quinto Distrito da Bahia, onde desenvolveu um vasto plano de produção e cooperativismo.

Magnus Söndahl passou para outros planos em Paranaguá, no Paraná, em 30 de abril de 1921 e seu sepultamento foi acompanhado por muitos irmãos e adeptos.

Colaborou neste texto biográfico, Nanna Söndahl, filha de Magnus Söndahl.