• frcb@rosacruzdobrasil.org.br

Múcio Teixeira

O primeiro Venerável Grão-Mestre foi Múcio Scevola Lopes Teixeira (que adotou o pseudônimo de Barão Ergonte). Ele nasceu em 13 de setembro de 1857, filho de Maria José de Sampaio Ribeiro e do engenheiro e tenente-coronel Manoel Lopes Teixeira Júnior. Foi poeta, jornalista, teatrólogo, escritor, diplomata, astrônomo e quiromante. Casou-se em 27 de maio de 1880 e teve seis filhos.

Aos 15 anos, foi lançado no mundo das letras pelo poeta Carlos Ferreira, sendo que seu primeiro trabalho publicado foi elogiado por Castro Alves, Sílvio Romero e Carlos Laerte. Como teatrólogo, escreveu várias peças, encenadas no Teatro Lírico do Rio de Janeiro (1889). Também produziu poemas, verbetes, ensaios, totalizando mais de 70 obras, editando-as em várias línguas, com destaque para “A Magia Divina” e o “Almanaque Barão Ergonte”. Fez grande sucesso uma autobiografia de Múcio Teixeira, escrita pelo filho Álvaro Teixeira. Usando o pseudônimo “Manfred”, escreveu para os jornais “Gazeta da Noite”, “A Imprensa”, “Novo Mundo” e “Jornal do Comércio”.

Em 1890, Múcio Teixeira chegou à presidência do Banco Brasileiro. Participou do Movimento Simbolista Baiano (1896 a 1899), conseguindo imensa popularidade. Em 1898, fundou a Maçonaria no Rio Grande do Sul, que tinha o título “O Sol do Oriente”.

Também foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, patrono das Academias de Letras Sulriograndense e Sulmatogrossense; e ocupou os cargos de secretário da Província do Espírito Santo (1880-1882) e de cônsul-geral do Brasil na Venezuela (1882 a 1884).

Foi condecorado com diversas ordens nacionais e internacionais e ajudou a fundar a Sociedade Partenon Literária (8 de janeiro de 1868) onde atuou por 30 anos, e que foi extinta em 1925.

Durante cinco meses, ficou cego e paralítico e passou para outros planos em 08 de agosto de 1926, no Rio de Janeiro.